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AVENTURA DE

ADOLESCER

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Reflexões iniciais para favorecer a comunicação pais-filhos adolescentes

  • Foto do escritor: Mariana Cardoso
    Mariana Cardoso
  • 15 de mai. de 2018
  • 3 min de leitura


Se tem uma coisa óbvia na adolescência, que a maioria dos pais passa é a dificuldade na comunicação com os filhos que estão nessa fase. Mudar a forma de conversar com os filhos é algo que requer observação e experimentação no intuito de avaliar a melhor forma de (escutá-los e) ser escutado por eles.

Para isso é necessário que fique claro que aqueles novos jovenzinhos não são mais crianças, embora não sejam adultos ainda. "Tá, mas eles já conseguem fazer algo a mais do que faziam na infância?!" Sim, e é por isso, que é necessário ir adaptando as regras, inserindo de forma explícita e exemplar (sendo nós, adultos, exemplos) como eles devem cumprir as novas exigências/responsabilidades. Ou seja, as novas exigências não devem surgir apenas quando se esperava uma ação do adolescente e este fez aquém do que foi pensado que ele faria. Não! As novas responsabilidades devem ser explicitadas antes de serem reivindicadas.

Um exercício que favorece muito a empatia junto aos filhos adolescentes, até para entender um pouco do que se passa com eles, é, o pai/mãe, lembrar-se de sua própria adolescência:

- O que eu pensava dos meus pais quando eu era adolescente? Por quê?


- O que eu me lembro de bom da minha adolescência? E de ruim?


- Como eu me sentia quando meus pais me corrigiam? Em que situação me sentia mais constrangido?


- Como era quando os meus pais me impunham algo? O que eu sentia?


- O que eu mais gostava de fazer com eles?


- O que eu queria que meus pais fizessem na época em que era adolescente (e eles não faziam)?


Agora, voltando para a realidade atual: Você como pai/mãe do adolescente...

De modo geral, os pais não dão atenção, ou às vezes nem se lembram de como se sentiram na adolescência. Apenas destacam que "no seu tempo era diferente", que não podiam reagir ou se colocar perante os pais e, que apesar das diferenças do tempo sobreviveram àquela fase ruim e seguiram com a vida.


Mas será que esse discurso de que "no meu tempo era diferente" aproxima o adolescente? Coloque-se no lugar dele...


As épocas são diferentes, isso é um fato! E vamos pensar a partir disso no tipo de relação que você, agora, como pai, quer construir com o seu filho.

Muitos pensam que se tornar amigo de seus filhos adolescentes pode ser uma boa estratégia para minimizar conflitos nessa fase... Mas será que esse é o papel de um pai ou uma mãe?

A relação de amizade, resumidamente, envolve amor e liberdade, mas a relação pais-filho envolve, de forma resumida também, amor e orientação. E nós só seguimos orientação de alguém que nos passa segurança! Daí a importância dos pais construírem uma relação legítima dentro de seus papéis, fazendo uso de sua autoridade (sem autoritarismo e violência), com respeito e amor.

É necessário escutar o seu filho de forma exemplar, com esse respeito e amor, bem como os pais querem ser escutados. Isso significa considerar o que filho fala, abrir o coração para compreendê-lo, por mais que discorde. Deixe-o falar, entenda o seu ponto de vista. Cada um de nós enxerga um lado do elefante. Deixe a visão dele agregar à sua. Provoque reflexões! Troquem entendimentos, mas sem impor o pensamento de um ao outro. Embase o que pensa. Assim, ao escutá-lo antes de falar, você o aconselhará sem repreender. É sempre bom ouvi-los antes de falar! Os adolescentes já começam a compreender que as escolhas deles trazem consequências que eles mesmos terão de lidar. Há descobertas que eles farão sozinhos e os pais precisam saber disso.

O importante é se colocar disponível para o seu filho e aceitar a realidade de que eles estão crescendo!


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